Prefeitura reforça política de acolhimento a imigrantes e refugiados

• Atualizado há 2 semanas ago

As ações desenvolvidas com os imigrantes e refugiados atendidos pela Prefeitura de Belém foram destaque na programação realizada nesta quarta-feira, 22, pela Secretaria Municipal de Educação, por meio da Coordenação de Educação Escolar dos Migrantes, Imigrantes e Refugiados (Ceiir) como parte da ação Belém de Todos os Povos.

A importância de discutir de forma coletiva as políticas públicas para migrantes e refugiados foi enfatizada pelo vice-prefeito, Edilson Moura, durante o evento realizado no salão Paulo Freire.

Ele reforçou que muitas ações colocadas em projeto já estão em prática pelo grupo de trabalho formado pela Fundação Papa João XXIII (Funpapa) e secretarias municipais de Saúde (Sesma), de Saneamento (Sesan), de Educação (Semec) e Coordenadoria de Turismo de Belém (Belemtur). 

“Entre as prioridades estão as das populações indígenas, refugiadas e imigrantes. A Agência da ONU para Refugiados (Acnur) junto com a OAB e o mandato do vereador Fernando Carneiro construíram um projeto de política pública para a população refugiada aqui em Belém, que diz o que a gente quer alcançar na saúde, educação, habitação. E o importante é que tudo que está no nosso projeto já são políticas que estão sendo executadas”, disse Edilson Moura aos profissionais da educação incentivando que se dediquem ao atendimento deste público para construir uma Belém mais humana e fraterna.

Educação – A rede municipal de ensino possui mais de 200 pessoas matriculadas nas modalidades educação infantil, ensino fundamental e educação de jovens, adultos e idosos, que contam com a parceria de organizações não governamentais como a Acnur, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), e Instituto de Educação do Brasil (IEB) que contemplam outras necessidades.  

“Nosso desafio é matricular e manter esse aluno na escola, para estudar e aprender a língua portuguesa, sem perder a cultura deles, porque somos resultado das migrações. É importante que a gente saiba viver neste mundo com reciprocidade e fazer política para eles é um prazer. O nosso governo veio pra fazer política pública para os que mais precisam, que hoje são eles”, ressaltou Márcia Bittencourt, secretária municipal de Educação.

A secretária reforça, ainda, a proposta agora de avançar e promover cursos de formação profissional em parceria com Banco do Povo, para que eles possam ter uma renda e gerir a sua vida com liberdade.

Como parte da atividade a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) está com uma exposição fotográfica produzida junto com o Ministério do Estado do Pará (MPPA) na sede da Semec.

A mostra, que vai até esta sexta-feira,24, quer desmitificar o preconceito sobre as pessoas refugiadas e debater a urgência de promover a empregabilidade. 

Em Belém, a Fundação Papa João XXIII (Funpapa) registra 175 refugiados no espaço de acolhimento institucional e cerca de 500 vivendo em espaços de autogestão, que ficam mais concentrados no distrito de Outeiro.

O imigrante venezuelano José Lopez, que foi acolhido por Belém e hoje é intérprete na Fundação João Paulo XXIII, sendo um importante parceiro nas ações da Semec; e a refugiada venezuelana Gardênia Cooper, estudante da Educação de Jovens, Adultos e Idosos na rede municipal, além de mãe de aluno, fizeram relatos sobre o acolhimento que receberam desde que chegaram a Belém.

Ainda durante o encontro houve apresentação de alunos indígenas das escolas municipais Alzira Pernambuco, Rosemary Jorge e Pedro Demo.

A indígena da etnia Warao, Lina Moraleda, 59 anos, que atualmente está no espaço de acolhimento do Tapanã, da Funpapa, apresentou o seu trabalho de artesã. “É muito importante estar aqui vendendo meu artesanato, porque apesar de ter sido bem acolhida pela prefeitura, esse dinheiro vai ajudar a cuidar melhor dos meus filhos”.

Texto: Tábita Oliveira

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